* Mulheres literais *

“— É pecado sonhar?
— Não, Capitu. Nunca foi.
— Então por que essa divindade nos dá golpes tão fortes de realidade e parte nossos sonhos?

— Divindade não destrói sonhos, Capitu. Somos nós que ficamos esperando, ao invés de fazer acontecer."







Domingo...dia de aproveitar uma boa leitura certo? (Cá entre nós, todo dia é dia!)
Hoje quero dividir com vocês minha admiração por uma grande mulher.
Como leitora ávida, me apaixono por personagens e por Capitu não foi diferente.


Dissimulada, assim é descrita no romance de Machado de Assis, Maria Capitolina Santiago dá o tom a Dom Casmurro. Desconfiança e possessividade giram em torno da narrativa, fazendo o leitor ora duvidar , ora acreditar na inocência de Capitu.
Em pleno século XIX a grandeza da personagem nos seduz, tornando-se exemplo de força, coragem e audácia.
Moderninha demais para uma figura surgida 1899, nosso mestre Machado de Assis conseguiu personificar valores absurdos naquela época em Capitu, como a sensualidade feminina e o adultério.

 P.s. Zélia Duncan gravou uma dentre suas músicas maravilhosas, intitulada com o nome da personagem


Beijinhos

3 comentários:

  1. Li esse livro duas vezes e simplesmente adoro Capitu.
    E como o livro é narrado pelo Bentinho creio que ela seja inocente.
    Enfim adorei ver essa linda por aqui.

    Leituras, vida e paixões!!!

    ResponderExcluir
  2. Também acredito na inocência de Capitu, Aline.
    Ventinho era inseguro.

    ResponderExcluir
  3. Também acredito na inocência de Capitu, Aline.
    Ventinho era inseguro.

    ResponderExcluir