*Doces crônicas*

Finalzinho de domingo...
Semana rugindo na nossa cara...
Mês de maio só começando, um mês muito especial pra mim por vários motivos. Li uma crônica hoje que literalmente me abraçou nesse friozinho, e gostaria de dividir com vocês.








A vida dura o tempo de um abraço


A vida é breve, eu sei.
E não descobri isso ao começar a perceber que os anos se passaram rapidamente ou que as minhas responsabilidades aumentaram. Não foi com um compromisso perdido, um atraso para pegar um táxi, um horário não cumprido. Nem mesmo acho que foi por ver meus pais, antes tão novos, começarem a ganhar cabelos brancos e aparência mais velha. Foi tudo por conta de um abraço.
Acho que passei a perceber o quão rápido e fugazes são os instantes da vida quando tentei ficar mais tempo naqueles braços e não consegui. Quando desejei mais um beijo, só que o relógio já fazia seu truque de nos empurrar rumo ao que está programado. Quando quis ficar sem fazer nada, mas tinha um milhão de tudos para fazer. E aquela vontade por matar.
É claro que você percebe a passagem da vida ao olhar pro lado e reparar como tudo está diferente. Seria uma grande besteira dizer que não se vê as mudanças. Óbvio que sim. Pode ser que nossa atenção não esteja tão boa, mas sempre percebemos. Nada passa num piscar, mas certamente se revive tudo dentro desse tempo.
Inclusive os abraços não dados.
Aliás, incluiria diversas outras coisas nesse mínimo espaço, mas não sei se iria querer ocupar todo o meu devaneio com outra coisa que não aquela paz. Sim, paz: sensação que sempre me invadia quando colava o corpo contra aquele corpo e notava que tudo ficava mais calmo no mundo. Dobraria o número dos que dei, mas me alegro o suficiente pela quantidade dos que tive – mesmo diante da possibilidade de não tê-los de novo.
Aprendi da melhor maneira que o tempo não volta. Com isso tudo de sentir saudade, consigo sorrir ao recordar momentos e ter a certeza de que sempre tentei viver a plenitude do sentimento. É por isso que cada coisa valeu; cada beijo, cada encontro, cada gesto e até cada briga. E cada abraço. Até mesmo os que acabei não tendo.
E se me fosse perguntado se eu queria mais tempo para viver, simplesmente responderia que a vida já tinha sido boa demais comigo. Boa demais quando me fez conhecer alguém que de amor me fez morrer e em cada abraço me mostrou o que é nele viver.
Gustavo Lacombe

Esse mês tem dia do abraço, não deixe de comemorar ao lado de quem preenche seu coração.
Boa semana leitores queridos e até breve!

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